Domingo, 4 de Setembro de 2011

Uma ideia da Índia

Usando as palavras de Alberto Moravia nas páginas do livro Uma Ideia da Índia: “Eu também não sei verdadeiramente o que é a Índia. Sinto-a, é tudo. Também tu deverias senti-la.”

Índia … suja, de mão estendida nas ruas, de sorriso generoso, deolhos que nos lêem a alma. Veste saris de cores vibrantes, cheia de vacas que se passeiam pelas ruas, com um trânsito caótico e ruidoso. É esta a Índia descrita pelo Moravia. E como diz o mesmo, a Índia vista com os olhos do turista até pode ser uma desilusão. É um choque para quem espera cenários perfeitos.

Há pelo menos duas coisas que não se podem levar numa viagem à Índia: cinismo e preconceitos. A Índia é um país devastado pela carência. Ponto final. Não vale a pena partir com hipocrisias, moralismos baratos ou julgamentos. E muito menos com o nosso modelo de existência europeu e “civilizado” a tiracolo. O melhor é aceitar as coisas como elas são e tentar ver para lá da película de pó que cobre as cidades, as pessoas e os objectos. Tentar ver para além das montanhas de lixo que varrem as paisagens e a extrema pobreza que se alastra.

 

A nossa primeira paragem foi em Delhi. Uma cidade que nos encantou.

Em Nova Delhi vivem mais pessoas do que em Portugal inteiro. As ruas mais antigas de Delhi estão permanentemente cheias de trânsito. Há motociclos que circulam em todas as direcções, e não há cá regras de trânsito.

Diz-se que, para conduzir na Índia, são precisas três coisas: o volante, a buzina e sorte. E, de facto, o ruído das buzinas é ensurdecedor.

Nova Delhi é a capital da Índia desde 1947 e a sua parte nova é composta por largas avenidas arborizadas, mas a velha Delhi é um emaranhado de ruas e ruelas estreitas, chegando a ser sofocantes.

Nas ruas, o caos é , primeiro, infernal.Depois fascinante, com a as centenas de riquexós, carros, motos, bicletas, vacas e autocarros, de lojas e pequenas bancas de vendas, os apitos e buzinas e gente, gente e mais gente, num movimento aleatório, constante, alucinante. E depois são as cores vivas e alegres nos tecidos lindos dos saris das mulheres, nos pequenos montes de especiarias à venda nas ruas,nos cartazes enormes que anunciam universidades, e nas flores que cobrem a sujidade da terra batida.

 

Superado o choque do primeiro embate visual, revela-se o país verdadeiro, pleno de contrastes, tão arcaico mas moderno (é uma das maiores economias do mundo), tão pobre mas luxuoso, tão sujo quanto exótico e singular.

 

Aqui começamos a visita pela Mesquita Jama Masjid ( a maior mesquita da Índia e a segunda maior do mundo), continuamos com a visita ao Mausoléu de Humayun e à Mesquita Qutab Minar. Passamos pelo Raj Ghat, onde foi cremado Mahatma Gandhi. Continuamos pelo Templo Lakshmi Narayan. Percorremos as ruelas estreitas de velha Delhi de riquexó. Uma verdadeira aventura.

 

Segunda paragem: Jaipur, conhecida como "A cidade rosa", já que em 1876 o seu marajá mandou pintá-la dessa cor, para a visita do Principe de Gales. Desde então a cidade é regularmente pintada. A cidade que outrora tinha sido a capital da realeza, conhecida como a Cidade dos marajás, é hoje a capital do Rajastão. A própria estrutura de Jaipur lembra o sabor dos Rajputs e das famílias reais. A caminho de Jaipur, fizemos uma pequena paragem em Samode para almoçar e para visitar o palácio de Samode, com 400 anos.

No 2º dia em Jaipur, subimos de elefante até ao forte de Amber, antiga capital do império Rajput, famosa pelo seu forte. Visitamos o Palácio Imperial, o Observatório Astronómico e o Palácio dos Ventos.

 

Por fim visitamos Agra, com aproximadamente 1,3 milhões de habitantes, é mais uma tumultuada, barulhenta e suja cidade da Índia. Não seria nenhum motivo para visita se não fosse o Taj Mahal, o mais conhecido monumento da Índia e também um dos mais conhecidos de todo o mundo.

O Forte de Agra, outra atração turística de Agra, é um enorme forte cuja construção foi iniciada em 1565. Originalmente tinha uma estrutura militar, porém mais tarde tornou-se também o palácio do imperador.

 

Rica e vibrante, a Índia surpreendeu-nos muito durante a nossa estadia. Trouxemos do país incríveis lembranças, que jamais esqueceremos, que fez desta viagem, uma das nossas preferidas e um forte desejo de voltar. Gostamos de tudo. Do povo à culinária, da dança à música, dos costumes à arquitectura de templos, forte e palácios.

 

Fica aqui um pouco do que vivemos.

 

publicado por oceanosemfundo às 21:58

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